UTOPIA
O
que era palavra, calou-se
O
que era lembrança, apagou-se
O
que era eu se perdeu.
Nos
caminhos que o tempo propôs
A
andança sem fim me cansou..
E
o brilho do olhar se rendeu.
As
margens fecharam o cerco
prenderam
o rio em seu leito
E
ele não transbordou
A
vida que era abundante
morrendo
a cada instante
deu
adeus e não mais voltou.
Mas
se as águas pudessem voltar
E
invadir a alma de novo...
Alargar
o horizonte feliz...
Se
o silêncio rompesse num grito...
E
a bandeira da paz num agito
Recriasse
o mundo que eu quis?
A
palavra seria ouvida
A
lembrança jamais esquecida
Alegria
de se encontrar
Passos
firmes, jamais vacilantes
Lado
a lado, sem pressa, constantes,
Canto
e flores em todo lugar.
Eliete
Nov/2015
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