O não-falar
Diante do caos
Muitas vezes se impõe o silêncio...
Impetuoso, nem sempre ardil.
E quando esse é o silêncio que fala
Cá dentro
Palavras medonhas
Fétidas, sórdidas, mórbidas
Pululam freneticamente
E se chocam...
Se esbofeteiam...
Se esfacelam...
Na ânsia de se libertarem,
Mas o silêncio grita mais alto
Cala cada uma delas
E espera em tempo dar lugar à calmaria
Pra germinar coisa bonita de se ouvir, pois
Os ouvidos não perdoam destemperos
E o coração explode ante a covardia.
Eliete
Maio/2015
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