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sábado, 20 de agosto de 2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Poetando
UTOPIA
O
que era palavra, calou-se
O
que era lembrança, apagou-se
O
que era eu se perdeu.
Nos
caminhos que o tempo propôs
A
andança sem fim me cansou..
E
o brilho do olhar se rendeu.
As
margens fecharam o cerco
prenderam
o rio em seu leito
E
ele não transbordou
A
vida que era abundante
morrendo
a cada instante
deu
adeus e não mais voltou.
Mas
se as águas pudessem voltar
E
invadir a alma de novo...
Alargar
o horizonte feliz...
Se
o silêncio rompesse num grito...
E
a bandeira da paz num agito
Recriasse
o mundo que eu quis?
A
palavra seria ouvida
A
lembrança jamais esquecida
Alegria
de se encontrar
Passos
firmes, jamais vacilantes
Lado
a lado, sem pressa, constantes,
Canto
e flores em todo lugar.
Eliete
Nov/2015
O não-falar
Diante do caos
Muitas vezes se impõe o silêncio...
Impetuoso, nem sempre ardil.
E quando esse é o silêncio que fala
Cá dentro
Palavras medonhas
Fétidas, sórdidas, mórbidas
Pululam freneticamente
E se chocam...
Se esbofeteiam...
Se esfacelam...
Na ânsia de se libertarem,
Mas o silêncio grita mais alto
Cala cada uma delas
E espera em tempo dar lugar à calmaria
Pra germinar coisa bonita de se ouvir, pois
Os ouvidos não perdoam destemperos
E o coração explode ante a covardia.
Eliete
Maio/2015
Salvação
A tempestade que caiu
Inundou meu coração
Do pecado – a expiação
Mergulhando nas verdades
Me afoguei no teu amor
Eu tive medo, superei
Minha pobreza interior
Quando tua força me invadiu
E um arco-íris fez surgir
Pão partido,
Vinho tinto,
Eu deixei-me seduzir...
Por isso eu canto com palavras
E com meu corpo a ti, Senhor!
Faze vibrar minhas entranhas
Com teu projeto de amor
Que eu seja sempre instrumento
Da tua luz e salvação
E saiba ler os teus sinais
No olhar aflito do irmão.
Quero comer da tua carne, quero beber
do teu sangue!
Quero cumprir teu mandamento, me
achegar a tua mesa
Quero semear a paz, a justiça e o
perdão
Quero que esse mundo viva a tão
sonhada comunhão!
Eliete
Dez/2015
Quando eu me despir
Você vai ver
O que ficou gravado
No meu coração
É amor pra valer
Você vai saber que o meu sorriso
E o meu olhar
Sempre disseram tudo
O que a boca não conseguiu falar.
Você vai perceber
Que a distância aparente
Era o meu jeito inocente
De pedir pra você me amar
Se não quiser acreditar
Tudo bem, deixa pra lá
Mas se não quiser se arrepender
Não perca tempo
O meu lado solitário
Só esteve acompanhado por você.
Quando eu me despir
Você vai ver...
Eliete- dez/2015
RECORDAÇÕES
Lá na roça na casinha pequenina,
No vale frio bem no meio das mangueiras
Sentava à tarde para ouvir o violão
E com meu pai cantar modinhas costumeiras
Muitos ‘causos’, brincadeiras, alegria
Vendo os sonhos passeando na janela
Voando alto na difícil travessia
De cada dia de trabalho e sentinela.
Não percebi que o tempo ia tão depressa
Levando a infância para o fundo da memória
Tranquei à chave e cresci jogando fora
A melhor parte que
vivi em minha história.
Adormecidas lá ficaram bem no fundo
Imprensadas num tumulto de afazeres
Trazendo à tona na
fadiga da saudade
Vejo as lembranças
questionando meus deveres.
E se embaraço nas palavras e no choro
Eu não me importo, vou seguindo sempre em frente
Não há conforto, vaidade ou honraria
Capaz de preencher o vazio de uma mente.
Hoje visito as recordações passadas,
Na tentativa de encontrar-me uma vez mais
Em remendos de lembranças e ilusões
Vou dando os nós, reconstruindo minha paz.
Eliete
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Tira da Mafalda

E aí, Turma 701/2013, a Mafalda conseguiu acalmar a mãe dela? Por quê?
Em que consiste o humor da tira?
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