Aluno: ELIETE ALVES PIRES DE CASTRO Grupo:
09
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Pólo/ Cidade: TRÊS RIOS
2° ANO EM Tutora: Débora
Borges Lima
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Tarefa 1: Roteiro de Atividades Adaptado 1° CICLO (versão revisada)
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EIXO BIMESTRAL:
POESIA E ROMANCE
NO ROMANTISMO / RESUMO E RESENHA
TEXTO GERADOR I
Após a
Independência do Brasil, surge uma Literatura de caráter essencialmente
nacional. Gonçalves Dias (1823-1864) representa a primeira geração romântica, focada numa temática
de valorização dos índios como heróis e da exaltação da terra brasileira. Um
exemplo disso é o poema “O Canto do Guerreiro”, que reflete linguagem usada na
época e o esteriótipo indígena.
O CANTO DO
GUERREIRO
I
Aqui na floresta Dos ventos batida, Façanhas de bravos Não geram escravos, Que estimem a vida Sem guerra e lidar. - Ouvi-me, Guerreiros. - Ouvi meu cantar.
II
Valente na guerra Quem há, como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais, como eu dou? - Guerreiros, ouvi-me; - Quem há, como eu sou?
III
Quem guia nos ares A frecha imprumada, Ferindo uma presa, Com tanta certeza, Na altura arrojada Onde eu a mandar? - Guerreiros, ouvi-me, - Ouvi meu cantar.
IV
Quem tantos imigos Em guerras preou? Quem canta seus feitos Com mais energia? Quem golpes daria Fatais, como eu dou? - Guerreiros, ouvi-me: - Quem há, como eu sou?
V
Na caça ou na lide, Quem há que me afronte?! A onça raivosa Meus passos conhece, O imigo estremece, E a ave medrosa Se esconde no céu. - Quem há mais valente, - Mais destro do que eu? |
VI
Se as matas estrujo Co os sons do Boré, Mil arcos se encurvam, Mil setas lá voam, Mil gritos reboam, Mil homens de pé Eis surgem, respondem Aos sons do Boré! - Quem é mais valente, - Mais forte quem é?
VII
Lá vão pelas matas; Não fazem ruído: O vento gemendo E as malas tremendo E o triste carpido Duma ave a cantar, São eles - guerreiros, Que faço avançar.
VIII
E o Piaga se ruge No seu Maracá, A morte lá paira Nos ares frechados, Os campos juncados De mortos são já: Mil homens viveram, Mil homens são lá.
IX
E então se de novo Eu toco o Boré; Qual fonte que salta De rocha empinada, Que vai marulhosa, Fremente e queixosa, Que a raiva apagada De todo não é, Tal eles se escoam Aos sons do Boré. - Guerreiros, dizei-me, - Tão forte quem é?
Gonçalves Dias
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(Disponível em:
http://pt.wikisource.org/wiki/O_Canto_do_Guerreiro)
Afronte: encare, peleje.
Arrojada: lançar, arremessar com
ímpeto e força.
Boré: trombeta de bambu usada
pelos índios.
Carpido: gemido, pranto.
Co: antigo e popular,
aglutinação da preposição “com” e do artigo “o”.
Destro: astuto, hábil, ágil.
Empinada: elevada, muito alta,
cume.
Estrujo: vibro fortemente.
Fremente: agitado, violento, que
brame como o mar…
Imigos: sinônimo e arcaísmo de
inimigos.
Imprumada: com perspicácia, com
direção determinada, cautelosa.
Juncados: cobertos
Maracá: chocalho.
Marulhosa: barulhenta, confusa,
tumultuada, semelhante ao agito das ondas marítimas.
Piaga: Pajé.
Preou: agarrou, aprisionou, prendeu,
tomou.
Reboam: ecoam, fazem eco.
Tacape: espécie de
clava, arma de ataque entre os índios americanos.
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ATIVIDADE DE LEITURA
QUESTÃO 1
A linguagem do
poema “O canto do guerreiro” organiza-se por meio de várias palavras que
remetem à coragem e à contemplação da natureza de um índio que está disposto a
enfrentar qualquer obstáculo. Diante disso, explique os seguintes aspectos,
essenciais à primeira geração do Romantismo:
A) Identifique elementos que
mostram a valentia do índio.
B) Explique a relação entre o
índio e a natureza.
Habilidade trabalhada: Relacionar os modos de organização da
linguagem na literatura às escolhas do autor, à tradição literária e ao
contexto social da época.
ATIVIDADE DE LEITURA
QUESTÃO 2
Neste poema, há
uma valorização do índio como herói nacional. Esse esteriótipo é construído na
relação entre palavra, mundo natural e social. Tal ligação apresenta-se num tom
envolvente com a reafirmação constante da liderança do guerreiro. Explique como
isso ocorre no texto.
Habilidade trabalhada: Identificar
nas obras literárias estereótipos e discriminações quanto à presença negra e
indígena.
ATIVIDADE DE USO DA LÍNGUA
QUESTÃO 3
Interpretando a
realidade, distinguimos e classificamos os elementos ao nosso redor. É assim
que, por exemplo, opomos, por meio de palavras, diferentes formas de moradia.
Mas, o que nos faz classificar uma habitação como “casa”, “apartamento”,
“cabana”, “chalé” ou “iglu”? Para distinguirmos esses tipos de moradia,
utilizamos critérios, como o material de que é formada, sua extensão, seu
formato etc.
Em nossos
estudos sobre a língua, já aprendemos que, tradicionalmente, as palavras são
reunidas em 10 classes. Agora, iremos aprofundar a distinção entre essas
classes, a partir dos três critérios apresentados na tabela abaixo e, assim,
responder aos itens que se seguem.
Classe
Gramatical
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Critério
Semântico
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Critério
Morfológico
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Critério
Sintático
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Substantivo
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Nomeia seres ou coisas (reais ou
imaginários).
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Termo variável: admite flexão de
gênero e número.
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Termo determinado: ocupa o núcleo
de uma expressão (sintagma nominal).
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Adjetivo
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Especifica e caracteriza seres ou
coisas, atribuindo-lhes estados ou qualidades.
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Termo variável: admite flexão de
gênero e número.
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Termo determinante: qualifica o
substantivo a que se refere e com o qual concorda em gênero e número.
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Artigo
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Define ou indefine o substantivo.
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Termo variável: admite flexão de
gênero e número.
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Termo determinante: determina ou
indetermina o substantivo a que se refere e com o qual concorda em gênero e
número.
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Pronome
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Indica as pessoas do discurso a que
o substantivo se refere, situando-o no espaço.
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Alguns admitem flexão (como os
pronomes possessivos), outros não (como alguns pronomes pessoais e os
indefinidos).
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Substitui o substantivo (termo
determinado) ou especifica o substantivo (termo determinante).
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Numeral
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Indica a quantidade dos seres, sua
ordenação ou proporção.
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Alguns admitem flexão (como os
numerais ordinais), outros não (como a maioria dos cardinais).
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Substitui o substantivo (termo
determinado) ou especifica o substantivo (termo determinante).
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Verbo
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Indica processos (ações, estados,
mudanças de estados dos seres e fenômenos da natureza).
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Termo variável: admite flexão de
tempo, modo, número e pessoa.
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Em predicados verbais, seleciona e
relaciona os termos da oração.
Em predicados nominais, os “verbos
de ligação” expressam as noções gramaticais de tempo, modo, aspecto, número e
pessoa, compondo, junto a um nome, a predicação.
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Advérbio
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Modifica um verbo, um adjetivo, um
outro advérbio ou toda uma oração.
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Termo invariável: não admite flexão
de gênero e número.
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Termo determinante: especifica a
significação do termo a que se refere.
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Preposição
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Relaciona palavras e orações,
explicando-as ou completando-as.
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Termo invariável: não admite flexão
de gênero e número.
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Conecta termos, subordinando-os.
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Conjunção
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Relaciona palavras e orações,
explicando-as ou completando-as.
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Termo invariável: não admite flexão
de gênero e número.
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Conecta termos, subordinando-os ou
coordenando-os.
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Interjeição
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Exprime emoção súbita, apelo ou
estado de espírito.
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Termo invariável: não admite flexão
de gênero e número.
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Funciona como uma frase, pois
apresenta sentido completo.
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a)
Com base nesses critérios, destaque do texto um substantivo e um adjetivo a ele relacionado, explicando a diferença entre essas duas
classes de palavras.
b)
Considerando que uma mesma expressão pode ser
utilizada de diferentes maneiras e, por isso, ser classificada de formas
distintas, explique a que classe gramatical pertence a palavra “feitos” em:
“Quem canta seus feitos /
Com mais energia?” (4ª estrofe).
Com mais energia?” (4ª estrofe).
Habilidade trabalhada: Identificar a existência de diferentes classes
de palavras.
TEXTO GERADOR II
A segunda geração do Romantismo,
chamada de Mal do Século ou Ultrarromantismo, ocorreu nas décadas de 50 e 60 do
século XIX e caracterizou-se pelo pessimismo, pela atração pela noite, pela
morte, pelo subjetivismo, e pelo sentimentalismo. Quanto ao amor, há uma visão
dualista cercada de atração e medo, desejo e culpa, afastando-os de uma
concretização amorosa real. Para isso, o eu-lírico expressa a mulher em termos
de um anjo, de uma virgem, e sugere o amor carnal de uma maneira vaga,
indireta, superficial, possível somente nos sonhos. Isso ocorre nos poemas de
Álvares de Azevedo (1831-1852), principal representante da geração
ultrarromântica. A seguir, temos o poema “Soneto”, exemplo da obra “Lira dos
vinte anos”, alvo de discussão sobre a organização da linguagem e das figuras
de linguagem.
SONETO
Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era a mais bela! Seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era a mais bela! Seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
Acesso em 24.11.2012)
Alvorada:
crepúsculo matutino.
Embalsamada:
perfumada, com a substância que preserva da decomposição
Escuma: espuma
Leito:
Cama.
Resvalando:
deslizando.
Velei:
Passou a noite acordado; estado de vigia; passar a noite à cabeceira (de
doente) ou a pé (de defunto).
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ATIVIDADE DE LEITURA
QUESTÃO 4
Opondo-se às influências do Classicismo, muito raramente
o soneto foi cultivado pelos românticos. O soneto possui uma forma fixa: são 14
versos, nos quais o tema do poema deve ser introduzido, desenvolvido, discutido
e concluído. Na composição em estudo, Álvares de Azevedo opta por versos
decassílados, esquema de rima ABBA nos quartetos e CDC DCD nos tercetos. Releia
o poema para identificar o que se pede.
A)
Em que estrofe o
eu-lírico anuncia o tema da poesia? Qual a expressão utilizada por ele?
B)
O primeiro quarteto
é encerrado pelo ponto de exclamação. Qual a relação entre esse tipo de
pontuação e a postura do poeta?
Habilidade trabalhada: Relacionar os modos de
organização da linguagem na literatura às escolhas do autor, à tradição
literária e ao contexto social da época.
Resposta Comentada: Para responder à letra A, é preciso que o professor
estimule a classe a identificar o tema da poesia; a partir daí, verificar-se-á
que o poeta inicia a 1ª estrofe com a palavra “Pálida” (v.1), o que deixa claro
ao leitor o assunto de seu texto: é uma transparente menção feita à mulher. Nos
versos seguintes, apresenta a figura feminina comparando-a à lua.
No
texto, a mulher surge idealizada e distante. Talvez fosse importante comentar a
existência de uma lenda, acerca do poeta, que afirma que este morrera casto, e
que a sensualidade expressa em vários de seus poemas refletem os sonhos de
adolescente não concretizados. Sendo assim, pode-se concluir que o emprego do
ponto de exclamação em relação á cena construída na 1ª estrofe sugere o
envolvimento do poeta com a mulher. Seria sua amada.
QUESTÃO 5
Na geração do
mal do século, os autores organizavam sua linguagem de modo a mostrar imagens
sugestivas de um pensamento focado na morte, no medo de amar, no pessimismo
diante do mundo. Para isso, o eu-lírico usa estratégias baseadas nas palavras,
no tempo e no modo de ver a amada. Diante disso, responda às seguintes
questões:
A)
Como a morte é vista pelo eu-lírico?
B)
Explique como a amada é percebida em cada
estrofe?
C)
Como ocorre o processo de materialização da
mulher amada?
Habilidade trabalhada: Relacionar
os modos de organização da linguagem na literatura às escolhas do autor, à
tradição literária e ao contexto social da época.
ATIVIDADE DE USO DA LÍNGUA
QUESTÃO 6
No poema
“Soneto”, de Álvares de Azevedo, as figuras de linguagem atuam na construção de
uma imagem de uma mulher pura, virgem, angelical, inatingível no plano real,
existente somente no plano dos sonhos. Para isso, o eu-lírico usa a metáfora, a
comparação, a antítese e a anáfora.
A metáfora é uma
figura de linguagem que consiste na comparação implícita com a ausência da
partícula “como”. Já a comparação tem a palavra “como”, estabelecendo
semelhanças entre os seres ou coisas. A antítese consiste em relações
contrárias, como vida x morte. A anáfora é uma repetição que geralmente vem no
início do verso. Baseando-se nesses conceitos, faça o que se pede:
A.
Cite um verso para cada figura de linguagem:
metáfora, comparação, antítese e anáfora. Em seguida, explique o sentido
construído por cada figura no verso destacado.
B.
Explique o sentido da metáfora da mulher
angelical em “Era um anjo entre nuvens d'alvorada” (7º verso) e seu contraste
com a mulher real em “Era a mais bela! Seio palpitando...” (9º verso).
Habilidade trabalhada: Identificar as figuras de linguagem
presentes na estética romântica.
QUESTÃO 7
Observe
o movimento de mudança da descrição do ambiente e da amada no poema de Álvares
de Azevedo: na primeira estrofe do Soneto, a mulher é retratada através de
imagens idealizadas: pálida, reclinada sobre o leito de flores, comparada à
lua, dormia entre as nuvens do amor. Na segunda estrofe, ao referir-se à alvorada, o poeta continua a descrever
a mulher adormecida, mas sugerindo a passagem do tempo, a chegada do amanhecer.
Seguindo essa linha de observação, faça uma análise da terceira estrofe do Soneto,
relacionando-a às duas anteriores.
A) Qual é o ambiente apresentado?
B) Observe os verbos empregados. Que tipo de movimento
sugerem?
Habilidade
trabalhada: Reconhecer e utilizar diversas marcas modais
nos verbos.
Resposta
comentada: Nas duas primeiras estrofes,
o ambiente representado refere-se à natureza simbólica que serve ao paralelo
que o poeta faz com a imagem da amada. O elemento nuvens presente nas duas
estrofes reforça a ideia de uma mulher distante, idealizada. Os verbos
empregados estão no modo indicativo, no pretérito imperfeito – como é
imperfeita e vaga a realidade amorosa na
vida do poeta. Na terceira estrofe, o ambiente retratado é a própria mulher
amada, de forma exclusiva. O dia
amanhece, a imagem sugerida agora é de uma mulher real que ao ser iluminada
pela luz do dia adquire uma sensualidade concreta opondo-se à caracterização
das estrofes anteriores. Seu erotismo pode ser vislumbrado nos movimentos lentos
e contínuos no emprego predominante dos verbos em sua forma nominal – gerúndio
– “palpitando, abrindo, resvalando”.
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Pode-se organizar um esquema para
recordar as formas nominais dos verbos, que não podem exprimir por si só
nem o tempo nem o modo. O seu valor de tempo e modo depende do contexto em
que aparecem:
Infinitivo: Exprime a ação verbal propriamente dita;
aproxima-se, assim, do substantivo.
Gerúndio: transmite a ideia de que
a ação verbal está em curso; desempenha, assim, as funções exercidas pelo
advérbio e pelo adjetivo.
Particípio: transmite a ideia de
que o processo da ação verbal chegou ao fim: pode desempenhar a função de
um adjetivo e, nesse caso, concorda em gênero e número com o substantivo a
que se refere.
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TEXTO
GERADOR III
Esta geração é assim chamada
devido ao simbolismo do condor, ave que voa a grandes alturas, transmitindo uma
sensação de liberdade. Associado a isso, os poetas dessa época expressam um
discurso persuasivo a favor da liberdade política e social. Um exemplo disso é
Castro Alves, que exalta a natureza brasileira e se dedica às causas humanas,
entre elas o abolicionismo. A seguir, o poema “A mãe do cativo”, que será alvo
de reflexão sobre a linguagem e sobre a sociedade.
A mãe do cativo
Ó
mãe do cativo! que alegre balanças
A rede que ataste nos galhos da selva! Melhor tu farias se a pobre criança Cavasses a cova por baixo da relva.
Ó
mãe do cativo! que fias à noite
As roupas do filho na choça da palha! Melhor tu farias se ao pobre pequeno Tecesses o pano da branca mortalha.
Misérrima!
E ensinas ao triste menino
Que existem virtudes e crimes no mundo E ensinas ao filho que seja brioso, Que evite dos vícios o abismo profundo ...
E
louca, sacodes nesta alma, inda em trevas,
O raio da espr'ança... Cruel ironia! E ao pássaro mandas voar no infinito, Enquanto que o prende cadeia sombria! ...
II
Ó
Mãe! não despertes est'alma que dorme,
Com o verbo sublime do Mártir da Cruz! O pobre que rola no abismo sem termo Pra qu'há de sondá-lo... Que morra sem luz.
Não
vês no futuro seu negro fadário,
Ó cega divina que cegas de amor?! Ensina a teu filho - desonra, misérias, A vida nos crimes - a morte na dor.
Que seja covarde... que marche
encurvado...
Que de homem se torne sombrio réptil. Nem core de pejo, nem trema de raiva Se a face lhe cortam com o látego vil. |
Arranca-o
do leito... seu corpo habitue-se
Ao frio das noites, aos raios do sol. Na vida - só cabe-lhe a tanga rasgada! Na morte - só cabe-lhe o roto lençol.
Ensina-o
que morda... mas pérfido oculte-se
Bem como a serpente por baixo da chã Que impávido veja seus pais desonrados, Que veja sorrindo mancharem-lhe a irmã.
Ensina-lhe
as dores de um fero trabalho...
Trabalho que pagam com pútrido pão. Depois que os amigos açoite no tronco... Depois que adormeça co'o sono de um cão.
Criança
- não trema dos transes de um mártir!
Mancebo - não sonhe delírios de amor! Marido - que a esposa conduza sorrindo Ao leito devasso do próprio senhor! ...
São
estes os cantos que deves na terra
Ao mísero escravo somente ensinar. Ó Mãe que balanças a rede selvagem Que ataste nos troncos do vasto palmar.
III
Ó
Mãe do cativo, que fias à noite
À luz da candeia na choça de palha! Embala teu filho com essas cantigas... Ou tece-lhe o pano da branca mortalha. |
(Disponível
em: http://pt.wikisource.org/wiki/A_m%C3%A3e_do_cati)
Açoite: levam
pancada, chicote.
Brioso: corajoso.
Candeia: Utensílio de folha ou de barro que se usa suspenso
da parede ou do velador e em que se coloca azeite ou querosene para alimentar
o lume na torcida ou mecha que sai por um bico.
Cantigas: poesias
cantadas.
Cativo: escravo.
Choça: habitação
humilde.
Devasso: libertino.
Fadário: destino,
pesar.
Fero: cruel,
violento.
Impávido: destemido
Látego: chicote.
Mancebo: jovem.
Mártir: pessoa
que é vítima de maus tratos.
Mortalha:
vestidura branca que certos penitentes levam nas procissões; vestidura que
envolve o cadáver que vai ser sepultado.
Pérfido: traidor.
Pútrido: podre.
Relva: camada
de erva rasteira e fina.
Roto: esburacado,
rompido, destroçado.
Vil: de
pouco valor, miserável, desprezível.
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ATIVIDADE DE USO DA LÍNGUA
QUESTÃO 8
Na fala ou na
escrita, cada uma de nossas escolhas linguísticas expressa um diferente ponto
de vista sobre o que dizemos e/ou
sobre como o dizemos. Dentre essas
escolhas, estão os modos verbais. São eles:
Indicativo
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Subjuntivo
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Imperativo
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Expressa o
fato como certo.
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Expressa o
fato como incerto, duvidoso ou apenas de possível realização.
|
Expressa uma
ordem, um conselho ou uma súplica.
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Relacionando a
escolha dos modos verbais feita pelo poeta ao sentido dos versos, responda:
a)
Em que modo estão conjugados os verbos que
estruturam o último verso da primeira e da segunda estrofe? Qual a diferença de
sentido entre esses verbos e aqueles que compõem o primeiro e o segundo verso
das mesmas estrofes?
b)
“Despertes”, “ensina”, “arranca”. Em que modo
verbal estão conjugados esses verbos que compõem o segundo canto? Qual a
importância dessa escolha linguística para a construção do poema?
Habilidade trabalhada: Reconhecer e utilizar diversas marcas modais
nos verbos.
ATIVIDADE DE LEITURA
QUESTÃO 9
O poema traz à tona o modo como o escravo vivia. Era
maltratado, desprezado, sentia dor, tristeza, usava roupas em más condições e,
na morte, era coberto com tecido destroçado. Refletindo sobre o problema da
discriminação social, faça o que se pede:
A) Identifique na primeira, segunda, sexta e
sétima estrofes, ações e condições que denunciam esse problema.
B) Em relação à postura da mãe do cativo,
comente uma característica que revele a construção de esteriótipo do negro no
poema.
Habilidade trabalhada: Identificar nas obras literárias
estereótipos e discriminações quanto à presença negra e indígena.
Texto Complementar (texto
teórico) “O Romantismo no Brasil”
O texto a seguir
comenta criticamente a escola literária romântica. Apresentando o contexto
histórico e destacando os principais traços da estética, esse texto teórico
também pode contribuir para a abordagem deste ciclo por permitir o trabalho com
o gênero resumo. A partir de “O Romantismo no Brasil”, serão contempladas
questões de leitura e de uso da língua.
O Romantismo no Brasil
Após 1822, cresce no Brasil a busca pelo passado histórico e a exaltação
da natureza da pátria – características já cultivadas na Europa e que se
encaixavam perfeitamente à necessidade brasileira de ofuscar profundas crises
sociais, financeiras e econômicas. De 1823 a 1831, o Brasil viveu um período
conturbado como reflexo do autoritarismo de D. Pedro I: a dissolução da
Assembleia Constituinte; a Constituição outorgada; a Confederação do Equador; a
luta pelo trono português contra seu irmão D. Miguel; a acusação de ter mandado
assassinar Líbero Badaró e, finalmente, a abdicação. Segue-se o período
regencial e a maioridade prematura de Pedro II. É neste ambiente confuso e
inseguro que surge o Romantismo brasileiro, carregado de lusofobia e,
principalmente, de nacionalismo.
[...]
Um dos fatos mais importantes do
Romantismo foi a criação de um novo público, uma vez que a literatura torna-se
mais popular, o que não acontecia com os estilos de época de características
clássicas. Surge o romance, forma mais acessível de manifestação literária; e o
teatro ganha novo impulso, abandonando as formas clássicas. Com a formação dos
primeiros cursos universitários em 1827 e com o liberalismo burguês, dois novos
elementos da sociedade brasileira representam um mercado consumidor a ser atingido:
o estudante e a mulher.
No prefácio de “Suspiros poéticos e
saudades”, Gonçalves de Magalhães nos dá uma ótima visão do que era o
romantismo para um autor romântico:
É um livro de poesias escritas segundo as impressões dos lugares; ora assentado entre as ruínas da antiga Roma, meditando sobre a sorte dos impérios; ora no cimo dos Alpes, a imaginação vagando no infinito como um átomo no espaço; ora na gótica catedral, admirando a grandeza de Deus, e os prodígios do cristianismo; ora entre os ciprestes que espalham sua sombra sobre os túmulos; ora enfim refletindo sobre a sorte da pátria, sobre as paixões dos homens, sobre o nada da vida. Poesias d’alma e do coração, e que só pela alma e pelo coração devem ser julgadas. Quanto à forma, isto é, a construção, por assim dizer, material das estrofes, nenhuma ordem seguimos; exprimindo as ideias como elas se apresentaram, para não destruir o acento da inspiração; além de que, a igualdade de versos, a regularidade das rimas, e a simetria das estrofes produz uma tal monotonia, que jamais podem agradar.
Quanto ao conteúdo, os românticos
cultivavam o nacionalismo, que se manifestava na exaltação da natureza da
pátria, no retorno ao passado histórico e na criação do herói nacional, no caso
brasileiro, o índio (o nosso cavaleiro medieval). Da exaltação do passado
histórico vem o culto à Idade Média, que, além de representar as glórias e
tradições do passado, também assume o papel de negar os valores da Antiguidade
Clássica. Da mesma forma, a natureza, ora é a extensão da pátria, ora é um
prolongamento do próprio poeta e seu estado emocional, um refúgio à vida
atribulada dos centros urbanos do século XIX.
Outra característica marcante no
romantismo e verdadeiro “cartão de visita” de toda a escola foi o
sentimentalismo, a valorização dos sentimentos, das emoções pessoais: é o mundo
interior que conta, o subjetivismo. E, à medida que se volta para o eu, para o
individualismo, o pessoalismo, perde-se a consciência do todo, do coletivo, do
social. A constante valorização do eu gera o egocentrismo; os poetas
românticos se colocavam como o centro do universo. É evidente que daí surge um
choque da realidade e o seu mundo. A derrota inevitável do eu leva a um estado
de frustração e tédio. Daí, as seguidas e múltiplas fugas da realidade: o
álcool, o ópio, as “casas de aluguel” (prostíbulos), a saudade da infância, a
idealização da sociedade, do amor e da mulher. No entanto, essas fugas têm ida
e volta, exceção feita à maior de todas as fugas românticas: a morte.
Já ao final do Romantismo
brasileiro, a partir de 1860, as transformações econômicas, políticas e sociais
levam a uma literatura mais próxima da realidade; a poesia reflete as grandes
agitações, como a luta abolicionista, a Guerra do Paraguai, o ideal de
República. É a decadência do regime monárquico e o aparecimento da poesia
social de Castro Alves. No fundo, uma transição para o realismo.
Quanto ao aspecto formal, a
literatura romântica se apresenta descomprometida com os padrões e normas
estéticas do Classicismo. O verso livre, sem métrica e estrofação, e o verso
branco, sem rima, foram recorrentes na poesia romântica.
Fragmento adaptado.
Texto original disponível em:
http://www.mundovestibular.com.br/articles/6517/1/Romantismo-no-Brasil/Paacutegina1.html
ATIVIDADE DE LEITURA
QUESTÃO 10
Ler é atribuir
sentido a um texto, fazendo inferências, tecendo anotações, destacando ideias
principais, relacionando informações. Assim, na leitura deste texto didático,
você deve ter observado que o principal objetivo
do autor é caracterizar o Romantismo no Brasil, que é tema e o título do texto.
Para isso, após apresentar o contexto histórico em que se insere essa estética
literária, o autor, nos três parágrafos após a citação, descreve as três
gerações do Romantismo.
Releia esses três
parágrafos e complete o quadro a seguir, caracterizando cada uma das fases do
Romantismo no Brasil. Para ajudá-lo, já preenchemos algumas lacunas.
1ª Geração
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2ª Geração
|
3ª Geração
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Em que período histórico (data) se insere?
|
Aproximadamente em 1853, com a
publicação da poesia de Álvares de Azevedo.
|
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Qual temática central dos textos?
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O Nacionalismo
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||
Que elementos do texto (personagens, figuras ou sentimentos) refletem
essa temática?
|
- O negro (escravo).
- O caráter social da poesia: a
busca pela liberdade.
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Quais fatos históricos poderiam ter motivado essa temática?
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- A Independência do Brasil e a
necessidade de construção de uma identidade nacional.
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- A influência de autores europeus,
como Lorde Byron, autor inglês, que tratava de temas como a frustração, a
melancolia e a morte.
- A morte de muitos devido à
tuberculose.
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Habilidade trabalhada: Distinguir as
três gerações do Romantismo brasileiro.
ATIVIDADE DE USO DA LÍNGUA
QUESTÃO 11
Na questão 10, você pontuou algumas características das três gerações do
Romantismo no Brasil. Agora, que tal ampliarmos a leitura do texto, destacando
as principais informações de cada parágrafo? Fazendo isso, estaremos dando o
primeiro passo na construção de um resumo.
Sabemos que os parágrafos representam blocos de ideias que dividem uma
sequência de informações ou pensamentos. Os parágrafos dissertativos
considerados padrão são formados por uma estrutura muito semelhante a um texto
formado por vários parágrafos, pois apresentam:
a) tópico frasal, que resume o
conteúdo do parágrafo, expressando, de maneira sucinta, a ideia núcleo;
b) desenvolvimento, no qual se
indicam as ideias secundárias, completando e/ou comprovando a ideia núcleo;
c) conclusão, que consiste em
uma reorganização resumida do objetivo proposto no tópico frasal e dos aspectos
ou detalhes particulares explicitados no desenvolvimento do parágrafo.
Assim, podemos dizer que o parágrafo é um microtexto.
A partir dessas informações, indique o Tópico Frasal ou a Ideia
Núcleo de cada um dos parágrafos do Texto Complementar, preenchendo a
tabela que se segue.
Você verá que, identificando os tópicos frasais, poderá compreender
melhor o conteúdo de cada parágrafo e, por conseguinte, ter uma ideia global de
todo o texto. Além disso, enumerando as informações principais do texto e
eliminando as ideias secundárias (como exemplos, consequências e explicações
mais detalhadas), você já terá iniciado a questão seguinte: a produção de um
resumo.
Parágrafo:
|
Tópico Frasal ou
Ideia Núcleo:
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1º
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2º
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3º
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4º
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5º
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6º
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7º
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Habilidade trabalhada: Reconhecer a importância da enumeração e
da eliminação como processos para a elaboração do resumo.
ATIVIDADE DE PRODUÇÃO TEXTUAL
QUESTÃO 12
Quantas
vezes um professor lhe pediu para fazer um resumo? E quantas vezes, sem saber
ao certo como construir esse texto, você copiou trechos do texto original,
recebendo, por isso, uma avaliação negativa de sua tarefa?
Construir
resumos é uma maneira muito produtiva de compreendermos conteúdos de diferentes
áreas. Mas, para essa tarefa, devemos, ter em mente que o resumo consiste em
uma apresentação sintética das principais
ideias de um texto, ressaltando sua progressão e articulação. Assim, um resumo deverá ser fiel às ideias do autor e apresentar,
na indicação dos principais conceitos, uma estrutura lógica.
Para, então, construirmos um bom resumo, podemos seguir estes
passos:
1º. Leia o texto a ser
resumido, identificando seu tema, seu objetivo e de que maneira ele se
organiza.
2º. Destaque, em cada
parágrafo ou capítulo, as ideias principais (os tópicos frasais ou as ideias
núcleo).
3º. Reescreva as ideias
principais, utilizando a paráfrase,
isto é, sem copiar frases do texto!
4º. Com base nessas anotações
que você fez, redija seu resumo, estando atento à relação entre cada ideia. Antes, porém, de iniciarmos este passo, vamos dividir a
classe em cinco grupos. Cada grupo será responsável por resumir um texto do
livro didático a partir dos temas nele explorados:
·
A linguagem do
Romantismo
·
O Romantismo em
Portugal
·
O Romantismo no
Brasil – 1ª geração
·
O Ultrarromantismo
·
O Condoreirismo
5°. Cada
grupo leia o texto correspondente, depois guarde o livro para não cair na
tentação de copiar algumas frases.
6°. Elaborem
o resumo e apresentem para a classe. Sejam criativos! Jograis, apresentação em
slides, cartazes... mas não se esqueçam de que o essencial é manter a
fidelidade ao texto lido.
Habilidade
trabalhada: Produzir resumos dos textos críticos que analisam os
textos literários estudados.
Comentário: A
produção deste primeiro resumo em grupo poderá beneficiar aqueles alunos que
ainda não tenham compreendido a técnica. Discutir e respeitar as ideias de
outros ao organizar um texto-resumo favorece à construção do conhecimento
coletivo. Cabe ao docente estar atento e pontuar reforçando o que for adequado
e corrigindo os pontos obscuros.
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